O futebol sul-americano pode, em breve, testemunhar uma cena histórica: Lionel Messi disputando a Copa Libertadores da América. Campeão da MLS em 2025, o Inter Miami passou a flertar publicamente com essa possibilidade depois que o coproprietário do clube, Jorge Más, e o técnico Javier Mascherano revelaram o desejo de ver a equipe norte-americana enfrentando os gigantes do continente.
A ideia ganhou força durante a pré-temporada da equipe, antes de uma viagem ao Peru para amistosos, quando dirigentes falaram abertamente sobre a ambição internacional do projeto que colocou Messi no centro do futebol dos Estados Unidos.
O sonho do Inter Miami de cruzar fronteiras
Segundo Jorge Más, a participação na Libertadores representaria um salto esportivo e simbólico para o clube fundado em 2018. Além disso, existe um fator especial que torna o plano ainda mais sedutor: Messi nunca jogou a principal competição de clubes da América do Sul.
Em declaração ao jornal argentino Olé, o dirigente revelou:
“Obviamente, um torneio como a Copa Libertadores, eu adoraria ver o Inter Miami participar algum dia para competir contra os gigantes da América do Sul. É uma competição na qual o Leo ainda não jogou. Essas são as nossas aspirações.”
Más confirmou que já conversou com Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, embora as tratativas não tenham avançado até agora. Ainda assim, o simples fato de o tema ter sido colocado na mesa mostra que o clube pensa grande — e não apenas dentro das fronteiras da Concacaf.
Mascherano reforça o entusiasmo
Pouco depois, quem endossou a ideia foi Javier Mascherano, técnico do Inter Miami e ex-volante da seleção argentina. Diferentemente de Messi, ele conhece bem a Libertadores, torneio que disputou durante a carreira como jogador.
O treinador deixou claro que ficaria encantado com a oportunidade:
“Claro que seria genial poder participar de uma Copa Libertadores. Pessoalmente, eu ficaria encantado com a possibilidade. Mas não tenho ideia se é possível. Eu sei que os times mexicanos participaram em um certo momento e depois saíram. Se existe a possibilidade, tomara que sim, mas isso depende dos organizadores.”
Mascherano lembrou um precedente importante: durante anos, clubes do México disputaram a competição, até se retirarem por questões de calendário e logística. Esse histórico alimenta a esperança de que uma exceção possa voltar a acontecer no futuro.
Por que a presença de Messi mudaria tudo
A eventual participação do Inter Miami teria impacto imediato no marketing, na audiência global e no valor comercial da Libertadores. Messi, campeão mundial em 2022 e dono de múltiplos títulos europeus, continua sendo uma das figuras mais influentes do esporte.
Sua presença em estádios tradicionais do continente — como La Bombonera, Monumental de Núñez, Maracanã ou Mineirão — seria vista como um evento sem precedentes na era moderna do futebol.
Além disso:
- A audiência internacional da Libertadores poderia crescer exponencialmente
- Novos contratos de transmissão seriam impulsionados
- Patrocinadores globais se aproximariam do torneio
- O prestígio da competição seria ampliado fora da América do Sul
Os obstáculos no caminho
Apesar do entusiasmo, a concretização do plano envolve barreiras complexas. O Inter Miami disputa a MLS e está filiado à Concacaf, enquanto a Libertadores é organizada pela Conmebol. Para que o clube participasse, seriam necessárias:
- Autorização das duas confederações
- Ajustes no calendário
- Definição de vagas específicas
- Aval da FIFA
Além disso, há questões logísticas importantes, como longas viagens, sobreposição de torneios e impactos físicos no elenco.
Fontes ligadas ao futebol internacional apontam que a entrada de um clube norte-americano na Libertadores exigiria negociações diplomáticas intensas, algo que dificilmente ocorreria em curto prazo — mas que não pode ser descartado diante da força política e comercial envolvida.
Inter Miami quer se tornar potência continental
Desde a chegada de Messi, o Inter Miami mudou de patamar. O clube passou a investir pesado, atraiu estrelas, ampliou sua torcida e transformou-se em uma marca global. O título da MLS em 2025 consolidou o projeto esportivo e abriu espaço para sonhos maiores.
Internamente, dirigentes veem a Libertadores como:
- Um desafio esportivo máximo
- Uma vitrine internacional
- Um símbolo de ambição institucional
- Um passo rumo à elite global do futebol
Mesmo sem negociações avançadas, a simples discussão pública indica que o clube não pretende se limitar ao cenário doméstico.
A reação no futebol sul-americano
A possibilidade de ver um time da MLS enfrentando clubes tradicionais da América do Sul divide opiniões. Enquanto alguns torcedores enxergam a ideia como fascinante e lucrativa, outros defendem que a Libertadores deve permanecer restrita às federações do continente.
Especialistas lembram que, historicamente, a competição sempre passou por mudanças — como a inclusão de mexicanos no passado e o aumento no número de participantes —, o que mantém aberta a porta para novos formatos no futuro.
Um sonho distante, mas cada vez mais falado
Por enquanto, a participação do Inter Miami segue no campo da hipótese. Não há propostas formais, datas ou modelos definidos. Ainda assim, o simples fato de Messi, Mascherano e dirigentes de peso estarem ligados à conversa transforma a ideia em algo muito maior do que mera especulação.
Se depender do clube da Flórida, a bola já está rolando nos bastidores.
E para os torcedores sul-americanos, fica a provocação irresistível: como seria ver Messi disputando uma noite de Libertadores em Buenos Aires, Montevidéu, São Paulo ou Rio de Janeiro?
