O Alianza Lima viveu uma de suas tardes mais turbulentas dos últimos anos nesta quinta-feira, em Lima. Integrantes de torcidas organizadas invadiram o centro de treinamento do clube, confrontaram jogadores e, segundo a imprensa peruana, chegaram a agredir Paolo Guerrero e Luis Advíncula. O episódio ocorreu justamente no momento em que a instituição tenta administrar uma crise paralela envolvendo denúncias graves contra três atletas do elenco principal.
Até o início da noite, nem o clube nem os dois jogadores citados haviam se pronunciado oficialmente. Ainda assim, o clima dentro e fora das dependências esportivas rapidamente se deteriorou.
Além disso, a confusão se espalhou pelas redes sociais, onde vídeos e relatos circularam em ritmo acelerado.
Confronto interrompe atividade e força ação policial
De acordo com veículos locais, os torcedores entraram durante o treinamento e passaram a discutir com atletas e membros da comissão técnica. Logo depois, empurrões e correria tomaram conta do local. Guerrero e Advíncula acabaram no centro das hostilidades, segundo testemunhas.
Em seguida, a polícia chegou ao centro esportivo para controlar a situação. A diretoria suspendeu parte das atividades e reforçou a segurança nas instalações.
Enquanto isso, funcionários recolheram equipamentos e conduziram jogadores aos vestiários para evitar novos conflitos.
Denúncias graves ampliam tensão institucional
Poucas horas antes da invasão, o Alianza Lima anunciou o afastamento preventivo de Miguel Trauco, Carlos Zambrano e Sergio Peña. Uma mulher argentina acusou os três de abuso sexual durante a pré-temporada da equipe, em Montevidéu.
Segundo a denúncia, o caso ocorreu em um hotel onde a delegação estava hospedada. A vítima registrou a ocorrência em Buenos Aires e entregou documentos às autoridades.
Por isso, o técnico Pablo Guede determinou o afastamento imediato dos atletas. Ao mesmo tempo, o clube divulgou nota oficial e garantiu que colaborará integralmente com a Justiça.
A diretoria destacou que aguarda o avanço das investigações antes de definir punições adicionais.
Pressão cresce às vésperas da Libertadores
Enquanto tenta administrar o caos interno, o Alianza Lima precisa manter o foco esportivo. O time disputará a fase preliminar da Copa Libertadores contra o 2 de Mayo, do Paraguai, com partidas marcadas para os dias 4 e 11 de fevereiro.
Contudo, os acontecimentos recentes abalaram o planejamento da comissão técnica. Jogadores experientes se reuniram com dirigentes para cobrar garantias de segurança e estabilidade.
Além disso, a cúpula avalia mudar locais de treino e restringir o acesso de torcedores às atividades.
Guerrero vira símbolo do momento delicado
A suposta agressão contra Paolo Guerrero ampliou a repercussão internacional da crise. Ídolo no Peru e ex-atleta de Corinthians, Flamengo e Internacional, o atacante exerce papel central dentro do elenco.
Luis Advíncula, recém-chegado ao clube, também figura entre os nomes mais comentados desde a confusão.
Por enquanto, ambos permanecem em silêncio público. Mesmo assim, dirigentes acompanham de perto o estado físico e emocional dos jogadores.
Clube promete respostas rápidas e reforça vigilância
Após o tumulto, dirigentes se reuniram emergencialmente para discutir medidas imediatas. O Alianza Lima pretende divulgar novos comunicados e intensificar o controle de acesso às instalações.
Ao mesmo tempo, autoridades locais investigam como os torcedores conseguiram entrar na área restrita do centro de treinamento.
Funcionários já iniciaram revisões nos protocolos de segurança, enquanto a comissão técnica reorganiza a agenda do elenco.
Semana decisiva para o futuro esportivo e institucional
Com acusações criminais em andamento, invasão de torcedores, atletas afastados e compromissos internacionais próximos, o Alianza Lima atravessa uma das fases mais delicadas de sua história recente.
Portanto, a resposta da diretoria, o andamento das investigações e o comportamento da torcida nos próximos dias devem influenciar diretamente o restante da temporada.
Ao mesmo tempo, o clube tenta preservar a rotina esportiva e blindar o elenco.
Assim, entre tensão, incertezas e pressão externa, o Alianza Lima encara uma encruzilhada que pode redefinir seu caminho dentro e fora de campo em 2026.
