O Figueirense anunciou na noite desta quinta-feira a demissão do técnico Waguinho Dias, horas depois da derrota por 1 a 0 para o Concórdia, pelo Campeonato Catarinense. A decisão foi comunicada oficialmente nas redes sociais do clube antes mesmo da entrevista coletiva do diretor de futebol Daniel Kaminski, que explicou o momento delicado vivido pela equipe e a necessidade de mudança no comando técnico.
Aos 62 anos, Waguinho deixa o cargo após 12 partidas, com um retrospecto de seis vitórias, um empate e cinco derrotas. Apesar da saída em meio à pressão por resultados, o treinador encerra sua passagem recente pelo clube com uma conquista relevante: o título da Copa Santa Catarina, obtido no fim da temporada passada, que garantiu ao Furacão do Estreito vaga na Copa do Brasil de 2026.
Queda na tabela e risco real de rebaixamento
O estopim para a decisão foi a derrota fora de casa para o Concórdia, resultado que manteve o Figueirense na quinta colocação do Grupo B, dentro da zona do quadrangular do rebaixamento. A proximidade do fim da primeira fase tornou o cenário ainda mais preocupante, já que o clube depende de uma combinação de fatores para escapar da queda.
O próximo compromisso será decisivo: o Figueira enfrenta o Camboriú, no Estádio Orlando Scarpelli, precisando vencer e, ao mesmo tempo, torcer por tropeços de concorrentes diretos na briga pela permanência.
Enquanto a diretoria não define um novo comandante, o time será dirigido interinamente por Henrique Lima, auxiliar técnico fixo do clube, que assume a missão de tentar reorganizar a equipe em um momento de extrema pressão esportiva e emocional.
Balanço da passagem de Waguinho
Contratado durante a Copa Santa Catarina, Waguinho Dias estreou justamente em um clássico contra o Avaí, que terminou empatado. Ao longo da competição, entretanto, conseguiu encaixar o time e conduzir o Figueirense ao título, alimentando expectativas positivas para o início do estadual.
No Catarinense, porém, a irregularidade pesou. A equipe alternou boas atuações com quedas bruscas de rendimento, sobretudo em jogos fora de casa, e passou a conviver com a parte de baixo da tabela desde as primeiras rodadas. A diretoria, pressionada pelo risco concreto de rebaixamento, optou pela mudança antes da rodada final da fase classificatória.
Internamente, a avaliação é de que o elenco precisa de uma resposta imediata, tanto em termos de organização defensiva quanto de eficiência ofensiva — pontos que vêm sendo alvo de críticas da torcida ao longo das últimas semanas.
Diretoria busca solução rápida
O diretor de futebol Daniel Kaminski indicou que o clube já trabalha para encontrar um novo treinador, mas evitou estabelecer prazos públicos para o anúncio. A prioridade, segundo ele, é garantir tranquilidade ao elenco para a rodada decisiva e preservar o foco total na permanência na elite estadual.
Nos bastidores, dirigentes admitem que o contexto financeiro e esportivo do clube exige cautela na escolha do próximo comandante, alguém capaz de lidar com pressão imediata e, ao mesmo tempo, ajudar na reconstrução do projeto para a sequência da temporada.
Clima de decisão no Scarpelli
A partida contra o Camboriú ganhou contornos de final antecipada. A expectativa é de casa cheia no Orlando Scarpelli, com a torcida empurrando a equipe em busca de uma vitória que possa afastar — ao menos temporariamente — o fantasma do rebaixamento.
Para os jogadores, o recado é claro: independentemente da troca no comando, o desempenho em campo será determinante para o futuro do clube no estadual. A diretoria, por sua vez, aposta que a mudança possa gerar impacto imediato e devolver competitividade ao time em um dos momentos mais delicados dos últimos anos.
Com a saída de Waguinho Dias, o Figueirense entra em mais um capítulo turbulento de sua história recente, tentando equilibrar urgência esportiva e planejamento em meio à luta para permanecer vivo no Campeonato Catarinense.
